Tecnologias criadas em competição da USP podem ajudar restaurantes a superar pandemia

Tecnologias criadas em competição da USP podem ajudar restaurantes a superar pandemia

Em sua terceira edição, SancaThon registrou número recorde de participantes, e uniu empresas do setor de alimentação

Foto: SancaThon/Divulgação

Quase 500 participantes, distribuídos por 22 estados e 127 municípios, foram desafiados a desenvolver, em pouco mais de duas semanas, ideias e soluções para o mercado nacional de alimentação, que enfrenta grave crise devido à pandemia do novo coronavírus. Os projetos foram elaborados durante a 3ª edição da SancaThon, maratona tecnológica organizada pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e pela Cargill. Os melhores trabalhos foram anunciados na última quarta-feira (13), durante live realizada com a participação de grandes personalidades do setor de food service no Brasil. 

Ao longo da competição, que pela primeira vez foi promovida 100% online, jovens desenvolvedores, designers e profissionais dos ramos de marketing e negócios puderam criar novos produtos, serviços e tecnologias para o setor alimentício, considerando os novos comportamentos do consumidor. O grupo vencedor da SancaThon desenvolveu uma plataforma digital batizada de “FoodTrends”, que utiliza técnicas de mineração de dados e inteligência analítica para coletar e interpretar uma série de informações de aplicativos de delivery, como características operacionais e cardápios de restaurantes.

Foto: SancaThon/Divulgação

O objetivo é possibilitar que indústrias e distribuidores de alimentos tenham acesso ao potencial de consumo de determinada região, bem como à demanda por insumos e produtos, além das tendências de mercado em diversas localidades, facilitando a elaboração de estratégias pelos empresários. Segundo os idealizadores da plataforma, os dados atualmente disponíveis para esse propósito são superficiais e apresentam problemas de atualização. A estimativa é de que a nova tecnologia esteja em funcionamento em até quatro meses. A FoodTrends foi desenvolvida por: Júlio Vazquez Manfio e Gabriel Valbon Beleli, engenheiros de alimentos; Talles Viana Vargas e Vitor Galassi Luquezi, engenheiros eletricistas; e Caique Antonelli Maurano, analista de desenvolvimento de sistemas.    

Já o grupo que conquistou o segundo lugar na competição, pensou em uma alternativa para conectar pequenos comércios locais aos moradores de seus respectivos bairros. A “CoGift propõe que consumidores paguem antecipadamente certas quantias a restaurantes parceiros e ganhem créditos em suas compras. Em pesquisa realizada pela equipe com 93 pessoas, 72% delas se mostraram favoráveis a pagar de forma antecipada pelo menos R$ 100 em troca desse tipo de benefício. No site da CoGift é possível, por exemplo, ganhar R$ 200,00 em créditos pagando apenas R$ 180,00.

Foto: SancaThon/Divulgação

A startup, que já conta com seis estabelecimentos cadastrados em sua plataforma, registrou em poucos dias de funcionamento mais de 220 acessos na página da empresa e 12 intenções de compra, totalizando R$ 700,00. Com o novo negócio, os restaurantes poderão aumentar suas vendas e os clientes ampliar seu poder de compra, ajudando pequenos estabelecimentos a sobreviverem durante a crise. Integraram o grupo criador da “CoGift”: Camila Miki Kawamura, arquiteta e designer; Luísa Sheng Li Miaw, gerente de projetos; Luiz Felipe Dolabela Santos, engenheiro eletricista; Rafael D’alessandro Pires, facilitador em inovação e metodologias ágeis; Paulo de Godoy Mancini, redator publicitário; e Igor da Cunha Felix, estudante de administração. 

Foto: Cogift/Divulgação

A equipe que ficou com a terceira colocação na SancaThon criou uma solução para aproximar bares e restaurantes de produtores de hortifruti através de um aplicativo de compras coletivas chamado “HORT-E”. A ferramenta facilita o contato direto entre as pontas da cadeia do food service, já que muitas feiras livres estão fechadas durante a quarentena. Com a solução, a ideia é reduzir ou até eliminar custos com intermediários em todo o processo de logística, além de diminuir o tempo de transporte e armazenamento dos produtos, oferecendo alimentos mais frescos e baratos ao consumidor final. 

Foto: SancaThon/Divulgação

Para ingressar no sistema de compras, os estabelecimentos devem fazer um cadastro e informar suas demandas. Os produtores, por sua vez, exibem quais produtos são oferecidos, e podem optar por entrega própria ou solicitar um agente logístico HORT-E para realizar a operação. Os desenvolvedores esperam que em até dois meses o app já esteja disponível nas lojas virtuais. Integraram o grupo: Rafael Montanhez, head de customer success; o administrador Conrado Barreto, a engenheira de alimentos, Lorena Coimbra; Breno Queiroz, estudante de ciências da computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos; e Vinícius Baca, estudante do curso de Engenharia Mecânica da EESC. 

Foto: HORT-E/Divulgação

Os três primeiros colocados da SancaThon ganharam premiações em dinheiro, acesso a plataformas de inovação e ingressos para eventos de empreendedorismo. As equipes também tiveram a oportunidade de negociar diretamente com investidores a possibilidade de receberem apoio financeiro ou repasses de propriedade intelectual.

Patamar elevado – Realizada entre os dias 28 de abril e 13 de maio, a 3ª edição da SancaThon bateu recorde de participantes, com 495 inscritos de diversos locais do Brasil e do exterior, como Itália, Argentina e Portugal, divididos em 65 equipes. Ao longo da competição, os desafiados tiveram acesso a mentorias e sessões de conteúdo com especialistas do mercado de food service, que deram detalhes sobre o contexto e as atuais necessidades do setor. Durante a maratona, os participantes contaram ainda com a orientação de profissionais das diversas áreas da engenharia, negócios e programação, que os ajudaram a sanar dúvidas para acelerar o desenvolvimento das ideias. Ao todo, a SancaThon contou mais de 40 parceiros, 90 mentores e 23 jurados.

Foto: SancaThon/Divulgação

“Tivemos a oportunidade de ter inteligência coletiva trabalhando, e isso nos deixa muito orgulhosos. O que colhemos na competição é fruto de muita colaboração, e o impacto que isso pode ter no nosso segmento é maravilhoso. Essa hackathon mostrou como nós podemos ajudar o mercado a renovar ideias, pois vimos algumas propostas antigas sendo repensadas e novas soluções sendo modeladas. Tivemos a oportunidade de trazer pessoas que podem fazer a diferença em todo o processo”, afirma Simone Galante, fundadora Galunion. 

O CEO da Abraccio e Outback no Brasil, Pierre Berenstein, afirmou que a 3ª edição da SancaThon veio no momento certo para acelerar algumas ideias, ressaltando que as novas soluções digitais devem manter a proximidade com o consumidor: “Em todos os projetos foi possível absorver algo interessante, despertar um novo insight. Gostaria de agradecer a todos pela dedicação e generosidade em poder compartilhar com toda a cadeia de food service um novo olhar. Cada dia mais temos trabalhado com inovação aberta, que é uma maneira de estar mais próximo do consumidor. Afinal, não é porque estamos entrando em um processo de digitalização que iremos nos afastar dos consumidores, pelo contrário, temos que estar mais presentes, entender as dores das pessoas, essa nova jornada de consumo, para que possamos criar a elas momentos memoráveis”. 

Foto: SancaThon/Divulgação

Estreante em uma competição “estilo” Hackathon, o CEO da BIDFOOD no Brasil, Antonio Celso Avelino, elogiou o formato da iniciativa e afirmou que as ideias desenvolvidas durante a competição surgem em um momento oportuno para o setor de distribuição, do qual ele faz parte: “Achei bastante interessante o modelo do evento, formando alunos para o food service, ainda mais no nosso segmento de atuação, que muitas vezes não é tão destacado. Fico muito feliz em ver pessoas jovens, empolgadas em ajudar o mercado e com ideias inovadoras. É disso que estávamos precisando, nos consolidar cada vez mais”. 

A união fez a força – EESC e Cargill conseguiram fazer com que dezenas de instituições do food service se unissem para a realização do evento. Segundo o professor Daniel Magalhães, diretor do Centro Avançado EESC para apoio à Inovação (EESCIn), essa rede colaborativa foi um dos destaques da competição, fazendo até com que empresas concorrentes passassem a atuar de forma cooperativa: “A união, cumplicidade e o desejo de contribuir por parte das empresas foram fenomenais. Elas puderam dar tons de mercado e realidade que ajudaram os participantes a criarem soluções de grande impacto”. 

Foto: SancaThon/Divulgação

O docente também ressaltou que o sucesso da 3ª edição da SancaThon teve relação direta com o tema proposto, além do fato dela ter sido realizada 100% online: “Acho que nos reinventamos em termos de competição, pois o formato diferente devido ao período de quarentena, na verdade, possibilitou a expansão do evento. Outro ponto foi o tipo de desafio, que apesar de estar delineado antes da pandemia, acabou sendo aplicado em um dos setores que mais tem sofrido e que precisa de ajuda e soluções imediatas. Prova de sucesso foi o de termos um acerto de negócio durante a live de premiação entre jurado e o grupo vencedor”, revela. 

Líder de food service da Cargill, Thiago Theodoro reiterou que a união durante o evento foi determinante para os bons resultados alcançados. “Parabenizo a USP por ter conseguido conectar esses parceiros, por ter unido a jovialidade de um estudante, às vezes de primeiro semestre, com profissionais que têm mais de 20 anos de mercado. Foi um movimento que ultrapassou as barreiras da competitividade e da concorrência”, afirma. Ele aproveitou, ainda, para elogiar a atuação dos alunos da EESC que ajudaram a organizar a iniciativa: “O time de jovens estudantes da USP que colaboraram com o evento é de ouro, chega até a arrepiar a energia que eles colocaram na realização da maratona. Espero que levem essa paixão e desejo ao mercado profissional, pois vou estar de braços abertos esperando profissionais como eles”. 

Foto: SancaThon/Divulgação

Sobre a competição – A SancaThon é uma maratona de desenvolvimento de tecnologia criada em 2018 pela EESC que fomenta a cultura empreendedora e desperta o desejo dos participantes de desenvolverem projetos inovadores através de uma proposta direcionada, oferecendo mentores e treinamentos para auxiliá-los na elaboração de protótipos e modelos de negócios viáveis. A iniciativa em 2020 foi realizada em conjunto pelo Centro Avançado EESC para apoio à Inovação (EESCIn), Cargill, Núcleo de Empreendedorismo da USP São Carlos (NEU-SC) e pela Semana da Integração da Engenharia Elétrica (SIEEL). 

A SancaThon 2020 contou com a colaboração dos parceiros: ABIA, Abraccio, Abrasel, Almoço Grátis, Alura, Arcofoods, Aryzta, Bares SP, Bidfood, Billy The Grill, BRF Hub, Delivery do Bem, FCSI, Fispal Food Service, Food Consulting, Food Finder, FoodTechHubBr, Galunion, Grupo Alento, GS&Libbra, IBM, IFB, Liga Ventures, Mintel, Outback, SEBRAE, Startups Network, Turn The Table, Vizinhando, Weme, Zygo, ABAS, Kerry, Rhizom, FIPAN, OrtenziAvila Advogados, Padacon, Endeavor, Coca-cola e Coca-cola FEMSA Brasil.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL/USP

 

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Cientista da EESC é homenageado pela Câmara Municipal de Araraquara

Cientista da EESC é homenageado pela Câmara Municipal de Araraquara

Doutorando da EESC, João Paulo foi homenageado pela Câmara Municipal de Araraquara. Foto: Henrique Fontes/SEL

O pesquisador João Paulo de Campos da Costa, doutorando da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, foi homenageado pela Câmara Municipal de Araraquara em reconhecimento às suas contribuições para o desenvolvimento científico e tecnológico. Recentemente, o cientista foi convidado pela Universidade Harvard, dos EUA, para um intercâmbio de um ano em um projeto de pesquisa que envolve a realização de ensaios eletroquímicos, fabricação de sensores e integração de novas plataformas de diagnóstico.

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade de Araraquara, sua cidade natal, Costa teve seu primeiro contato com a ciência em 2012, durante iniciação científica realizada com a professora Maria Aparecida Zaghete, do Instituto de Química (IQ) da Unesp. Após concluir a graduação, o jovem ingressou no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da EESC, no qual realizou seu mestrado e atualmente desenvolve sua pesquisa de doutorado, sob orientação do professor João Paulo do Carmo, do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL), que também foi homenageado pela Câmara Municipal de Araraquara, juntamente com outros cientistas. 

Durante seu trabalho de mestrado, Costa criou um dispositivo eletrônico para diagnóstico da hepatite C. O aparelho é mais rápido, preciso e barato que os disponíveis no mercado, sendo capaz de revelar, em até 10 minutos, se um paciente está infectado com a doença. O estudo, que foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), contou com a colaboração de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR) da Unesp, em Araraquara (SP), e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF). 

Em 2016, o doutorando da EESC já havia participado de outra pesquisa da área de nanotecnologia aplicada à saúde. Naquela ocasião, o objetivo era desenvolver um biossensor para detecção precoce de hepatite C e câncer de ovário.

Texto: Assessoria de Comunicação do SEL/USP
Com informações da Assessoria de gabinete do vereador Jéferson Yashuda

 

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COVID-19: competição busca soluções para ajudar bares e restaurantes

COVID-19: competição da USP busca soluções para ajudar bares e restaurantes 

Clientes estão proibidos de consumirem no interior de bares e restaurantes durante a pandemia de COVID-19. Foto: Pexels

Em meio à pandemia de COVID-19, um dos setores mais impactados pela necessidade de isolamento social é o de food service, responsável por todo tipo de alimentação fora do lar. Investir na ampliação dos serviços de delivery tem sido uma alternativa imediata adotada por muitos estabelecimentos, mas será que tal medida é suficiente para evitar futuros prejuízos e demissões? Passada a crise gerada pelo novo coronavírus, qual será a melhor estratégia para reerguer e acelerar a recuperação dos empreendimentos afetados?

Para auxiliar pequenas e médias empresas do ramo a enfrentarem esses e outros desafios, a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e a Cargill realizam, entre os dias 25 de abril e 11 de maio, a 3ª edição da maratona tecnológica SancaThon que, neste ano, desafiará os participantes a desenvolverem, em uma semana, modelos de negócios, produtos, serviços e tecnologias para o food service, considerando os novos comportamentos do consumidor. Realizada anualmente de forma presencial, em 2020 a SancaThon será promovida 100% online e oferecerá mais de 300 vagas. 

Participantes terão uma semana para desenvolver modelos de negócios, produtos, serviços e tecnologias para o food service. Foto: Divulgação/SancaThon

Antes do início da competição, os participantes terão acesso a sessões de conteúdo com diversos especialistas sobre o contexto e necessidades do atual cenário, apontando as principais demandas e dificuldades dos empresários do setor. Durante a maratona, os desafiados contarão ainda com a orientação de mentores das diversas áreas da engenharia, negócios e programação, que os ajudarão a sanar dúvidas para acelerar o desenvolvimento das ideias. A competição é aberta para a participação de jovens desenvolvedores, designers, além de profissionais do ramos de marketing e negócios, que poderão disputá-la em grupos de quatro a seis pessoas, desde que a equipe possua pelo menos um membro com cada habilidade exigida. Gratuitas, as inscrições devem ser feitas até o dia 24 de abril, diretamente pelo site do evento, onde também é possível conferir a programação e o regulamento completo da iniciativa.

Após o término da primeira semana do desafio, as equipes deverão gravar um pitch de cinco minutos para demonstrar a solução criada à banca avaliadora. Entre os critérios adotados para análise dos jurados estão: apresentação; criação de protótipo e sua funcionalidade; diferencial tecnológico; aplicabilidade; criatividade; diferencial de mercado; e continuidade do projeto. Na segunda etapa da competição, que também terá duração de uma semana, até 20 equipes serão selecionadas para receberem R$1.000,00 para aperfeiçoarem suas ideias. 

Ao final do evento, o grupo vencedor receberá um prêmio de R$2.500,00, além de três meses de acesso gratuito à plataforma Alura. Já os vice-campeões, serão agraciados com a quantia de R$1.500,00, enquanto o terceiro colocado será premiado com R$1.000,00. Os três melhores grupos ainda terão a possibilidade de receber apoio financeiro por parte de investidores ou negociar o repasse de propriedade intelectual. Outros prêmios ainda poderão ser anunciados durante a competição. Acompanhe todas as novidades na página do evento no Facebook. 

O grupo vencedor da SancaThon receberá um prêmio de R$2.500,00, além de três meses de acesso gratuito à plataforma Alura. Foto: Divulgação /SancaThon

Cenário preocupante – Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o setor conta atualmente no Brasil com cerca de 6 milhões de trabalhadores. Desses, ao menos 350 mil deverão perder seus empregos durante a crise de COVID-19, mesmo após a assinatura da Medida Provisória nº 936, no último dia 1º de abril, que instituiu uma série de ações para combater as demissões em massa pelo País. 

“O mercado de food service tem sofrido um duro impacto em função da COVID-19, fazendo com que empresas de pequeno e médio portes ligadas ao setor careçam de soluções criativas para sobreviverem e se recuperarem nos períodos durante e pós-crise. A escolha desse tema para a Sancathon 2020 exalta a preocupação e o engajamento da USP e das empresas colaboradoras do evento em superar os problemas sociais e econômicos agravados pela pandemia”, afirma José Carlos de Melo, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC e um dos colaboradores da iniciativa.

Para o diretor geral da Cargill Foods para América do Sul, Augusto Lemos, a SancaThon será uma oportunidade de estimular a criação de soluções para combater a crise pela qual o setor está passando: “Estamos vivenciando um momento de incertezas, onde teremos que buscar novas alternativas para antigos hábitos e negócios. Para auxiliar pequenas e médias empresas do ramo a enfrentarem esses e outros desafios, junto com a principal universidade do país, queremos trazer ideias e inovação para pensarmos sobre as tendências para o food service”. 

Além da questão do desemprego, outra equação que ainda carece de respostas é sobre uma eventual reformulação do modelo de trabalho de alguns estabelecimentos. De acordo com pesquisa divulgada em 2017 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), seis em cada 10 restaurantes de pequeno porte no Brasil adotam o sistema de atendimento self-service, prática que está proibida por tempo indeterminado. 

A cada dez restaurantes de pequeno porte no Brasil, seis trabalham com o sistema self-service. Foto: Pexels

“O efeito da pandemia na emoção, valores e comportamento dos indivíduos está gerando uma ambiguidade ímpar, subvertendo desejos e prioridades dos clientes e, consequentemente, afetando estratégias em curso de diversas empresas. A pandemia acelerou a era da digitalização, pois, em poucos dias de isolamento social, floresceram uma série de negócios digitais e observamos empresas gigantescas se reinventando para aderir ao mundo virtual em prazos nunca vistos. A crise do coronavírus está antecipando uma nova arena de negócios, que aos olhos do empreendedor significa oportunidade”, explica Daniel Amaral, professor do Departamento de Engenharia de Produção da EESC e um dos organizadores da SancaThon.

Sobre a competição – A SancaThon é uma maratona de desenvolvimento de tecnologia criada em 2018 pela EESC que fomenta a cultura empreendedora e desperta o desejo dos participantes de desenvolverem projetos inovadores através de uma proposta direcionada, oferecendo mentores e treinamentos para auxiliá-los na elaboração de protótipos e modelos de negócios viáveis. A iniciativa em 2020 é realizada em conjunto pelo Centro Avançado EESC para apoio à Inovação (EESCIn), Cargill, Núcleo de Empreendedorismo da USP São Carlos (NEU-SC) e pela Semana da Integração da Engenharia Elétrica (SIEEL). 

Realizada anualmente de forma presencial, em 2020 a SancaThon será promovida 100% online e oferecerá até 300 vagas. Foto: Henrique Fontes/SEL

“A Engenharia é a arte de identificar problemas, e propor e desenvolver soluções para a preservação e melhoria da qualidade de vida da sociedade. A crise, como a pandemia que vivenciamos, exige, subitamente, novas soluções para problemas desconhecidos. Esse é o momento em que a criatividade humana leva a novas descobertas, inventos e estratégias, a partir do desafio, da aflição e da esperança. A Hackathon proposta, certamente, apresentará novas soluções de interesse imediato” afirma Edson Cezar Wendland, diretor da EESC.

A SancaThon 2020 será realizada em conjunto com parceiros de toda a cadeia do Food Service, como BRF (pelo BRF Hub), Outback, Turn the Table,  Abia, Abrasel, Grupo Alento, Arco Foods, Irmãos Avelino, Galunion, GS&Libbra, FCSI, Mintel, Fispal Food Service, Delivery do Bem, Zygo Tecnologia, Liga Ventures, Weme e Foodtech Hub.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL/USP
Com informações da Assessoria de Comunicação da Cargill

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Os novos calouros já chegaram!

Conheça os novos calouros de Engenharia Elétrica e Engenharia de Computação da EESC

Durante a XXII Semana de Recepção aos Calouros da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, realizada entre os dias 16 e 21 de fevereiro, nós conversamos com alguns dos novos ingressantes dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia de Computação. No bate-papo, eles contaram como surgiu a paixão pelas áreas escolhidas, qual a expectativa com a nova fase da vida que se inicia, como é realizar o sonho de entrar na USP e muito mais! Confira os depoimentos no vídeo abaixo!

Roteiro e entrevistas: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL/USP
Imagens e edição: Laís Veronese – Assessoria de Comunicação da EESC/USP

 

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Exposição: artista usa grafite para desenhar paisagens em miniatura

Exposição: artista usa grafite para desenhar paisagens em miniatura

A exposição “Pequenas Grandes Paisagens”, do artista plástico Raphael Albano, estará em exibição, até dia 18 de março, no Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Ao todo, nove desenhos feitos com grafite sobre papel ilustram, em tamanho miniatura, diversos tipos de paisagens, como florestas e montanhas. “Nessas obras, procurei não enxergar linhas, mas apenas manchas que se interligassem”, revela o autor.

Além do pequeno tamanho das imagens, outro destaque da exposição são as molduras utilizadas nos desenhos, que foram construídas de forma 100% artesanal, com estrutura de material reciclado e revestimento de madeira. “O trabalho é criativo, despretensioso e visualmente convidativo”, comenta Rafael Ruiz Zafalon de Paula, curador da exposição, que é aberta ao público e pode ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 18 horas, nos corredores do bloco 1 do SEL. O Departamento fica na Avenida Trabalhador São-carlense, 400, Parque Arnold Schimidt.

A mostra é realizada no âmbito do Projeto Arte no Caminho, idealizado pelo SEL, com apoio do Centro Cultural do Campus USP São Carlos e da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) da EESC. “Nós queremos semear a arte em nossos ambientes de estudo e trabalho, expondo diversas obras pelos caminhos que percorremos diariamente, fazendo com que elas despertem novas percepções, conhecimento e prazer na correria do dia a dia”, afirma Rosane Aranda, uma das criadoras do Projeto.

Este evento está no Entreartes, aplicativo gratuito criado pela USP que fornece informações sobre as atividades culturais oferecidas pela Universidade por meio de um QR Code e permite que os usuários acumulem pontos, trocando por brindes ou horas em Atividades Acadêmicas Complementares (AAC).  

 

Texto: Assessoria de Comunicação do SEL
Fotos: Raphael Albano

 

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Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL)
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Garagem coberta com painéis solares é instalada no SEL

Garagem coberta com painéis solares é instalada na EESC

Estrutura será utilizada como material didático em curso de extensão oferecido pelo Departamento

O Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP recebeu, no mês de janeiro, a instalação de uma garagem coberta com painéis solares em seu estacionamento. O objetivo da iniciativa é utilizar a estrutura como material didático do Curso Solar Fotovoltaico, atividade oferecida semestralmente para profissionais que desejam aprender a desenvolver e a instalar esses sistemas em diferentes ambientes. A próxima edição do curso deve ocorrer em maio.

A estrutura é composta por 12 painéis fotovoltaicos de 380W e um inversor de 4kW (esse dispositivo é responsável por transformar a energia solar em energia alternada, aquela encontrada na rede elétrica). Duas entradas de energia disponíveis no inversor ajudam o sistema a atingir seu desempenho máximo, produzindo até 529 kWh/mês, energia suficiente para abastecer duas residências com quatro moradores cada. A garagem possui ainda tomada para o carregamento de carros elétricos e celulares.

Os equipamentos e materiais utilizados na construção da estrutura, que levou um mês e meio para ficar pronta, foram doados pelas empresas WEG Solar e RTD Engenharia, ambas parceiras da EESC. Funcionários da Prefeitura do Campus e alunos do SEL colaboraram com a montagem do sistema, sob supervisão do professor Elmer Cari do Departamento. O custo base dos equipamentos utilizados na instalação do “estacionamento solar” foi de aproximadamente R$ 23 mil.

A garagem construída é o segundo sistema do gênero instalado no SEL. Anteriormente, o professor Elmer coordenou o projeto que levou à instalação do primeiro sistema fotovoltaico da USP em São Carlos, localizado na cobertura de um dos prédios do Departamento e que também é utilizado como material didático do Curso Solar Fotovoltaico. O equipamento possui potência de 3.100 Watts e produz energia mensal de 368kWh.

Texto: Assessoria de Comunicação do SEL/USP
Fotos: Elmer Cari/Arquivo pessoal

 

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Professor do SEL ganha prêmio por carreira dedicada à inovação

Professor da EESC ganha prêmio por carreira dedicada à inovação

Foto: Henrique Fontes – SEL/USP

O professor Marco Henrique Terra, do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, foi um dos vencedores do Prêmio “Trajetória pela Inovação”, oferecido pela Agência USP de Inovação (AUSPIN). O reconhecimento tem como objetivo valorizar docentes da Universidade que se destacaram, ao longo de suas atividades acadêmicas, na produção de soluções científicas, tecnológicas ou culturais, contribuindo para o fortalecimento institucional e o crescimento socioeconômico do País. Outros cinco professores também foram agraciados.

“O reconhecimento da Universidade de São Paulo é extremamente importante para termos um retorno sobre as pesquisas que são desenvolvidas, em particular, na área de Engenharia Elétrica. Essa premiação é muito significativa para mim, pois sinaliza que estamos no caminho certo, produzindo conhecimento e formando pessoas para o desenvolvimento nacional”, afirma Terra, que ressalta a capacidade da Universidade em motivá-lo diariamente no trabalho: “Dentro da realidade brasileira, a USP nos oferece condições expressivas para que possamos desenvolver ciência e tecnologias de alto nível”.

Em sua segunda edição, o Prêmio “Trajetória pela Inovação” contou com 37 indicações de docentes ativos e aposentados e outras 15 indicações in memoriam. O processo de seleção teve início no âmbito das unidades, museus e institutos especializados da USP, que foram os responsáveis por indicar um professor para concorrer ao Prêmio. A cerimônia de entrega, que contará com a presença do reitor da USP, Vahan Agopyan, será realizada dia 8 de abril, às 10 horas, na sala do Conselho Universitário, em São Paulo.

No caminho da inovação – Como professor da EESC, Marco Henrique Terra contribuiu para o desenvolvimento de ciência aplicada relacionada à teoria de estabilidade, controle e filtragem de sistemas dinâmicos incertos. Os algoritmos resultantes de suas pesquisas apresentam características inovadoras, sendo robustos, recursivos e úteis para aplicações em tempo real. Tais técnicas têm sido aplicadas em caminhões e carros autônomos (inclusive no primeiro protótipo de caminhão autônomo brasileiro), bem como em robôs projetados para reabilitação de membros inferiores de pessoas que tiveram algum tipo de lesão e também na produção de módulos didáticos utilizados no ensino de engenharia.

Terra é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), fez mestrado e doutorado em Engenharia Elétrica na USP e pós-doutorado na mesma área na Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ele foi presidente da Sociedade Brasileira de Automática (SBA) e participou como convidado pelas Nações Unidas para discursar sobre Robótica em um encontro bilateral organizado por Brasil e Uruguai com foco no desenvolvimento de pesquisas. Atualmente é professor titular e chefe do SEL e coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC), voltado para pesquisas nas áreas de Segurança Nacional e Meio Ambiente.

Texto: Assessoria de Comunicação do SEL/USP
Com informações de Jornal da USP

 

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Artigo é capa de importante revista da área de Óptica e Fotônica

Artigo é capa de importante revista da área de Óptica e Fotônica

O artigo High performance metalenses: numerical aperture, aberrations, chromaticity, and trade-offs, escrito por meio de uma colaboração entre pesquisadores da Inglaterra, da China e da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, foi capa da última edição da revista Optica. O periódico é o principal veículo da Optical Society of America (OSA), entidade científica dedicada ao estudo das propriedades da luz e suas aplicações tecnológicas.

O trabalho abordou como tema central as metalentes, que são lentes planas revestidas por películas mil vezes mais finas que a espessura de um fio de cabelo. No artigo, os pesquisadores debateram sobre os princípios de utilização dessa tecnologia, bem como as limitações a serem superadas.

Em um futuro próximo, espera-se que esse material possa substituir as lentes convencionais, como aquelas utilizadas em smartphones e câmeras fotográficas. Além de serem mais atraentes do ponto de vista estético por conta de sua menor espessura, as metalentes poderão oferecer ao usuário mais conforto e imagens com melhor qualidade.

Pela USP, participaram da elaboração do estudo o aluno de doutorado Augusto Martins e os professores Emiliano R. Martins e Ben-Hur V. Borges, todos do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC.

Texto: Assessoria de Comunicação do SEL/USP
Foto: OSA/Divulgação

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Elas na Engenharia: projeto da USP atrai alunas da rede pública para as exatas

Elas na Engenharia: projeto da USP atrai alunas da rede pública para as exatas

Estudantes de São Carlos aprendem conceitos básicos de Engenharia Elétrica, Mecânica e Computação com docentes da EESC

Uma iniciativa promovida pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP quer estimular jovens alunas da rede pública da cidade a optarem por carreiras na área de ciências exatas, com ênfase nas engenharias. O objetivo é reduzir a desigualdade de gênero que ainda é presente em cursos superiores nesse campo de atuação, majoritariamente masculino.

Batizada de “Elas na Engenharia”, a iniciativa terá duração de seis meses, período em que as jovens serão desafiadas a desenvolverem soluções tecnológicas que possam melhorar problemas da sociedade. Para ajudá-las na missão, especialistas e professoras da EESC darão aulas e orientações para que elas possam se aprofundar em três frentes de trabalho: computação, por meio do desenvolvimento de aplicativos; mecânica, com foco na elaboração de objetos em três dimensões; e eletrônica, área em que as participantes terão que criar um circuito eletrônico.

Além das aulas, as meninas podem explorar a infraestrutura e o ambiente da USP, utilizando laboratórios, participando de atividades extracurriculares, além de conversarem com mulheres que atuam e estudam na área de engenharia, facilitando o esclarecimento de dúvidas sobre os cursos e suas respectivas carreiras. Para participar do projeto foram selecionadas 30 alunas das escolas estaduais Dr. Álvaro Guião e Prof. José Juliano Neto, ambas de São Carlos.

O Projeto “Elas na Engenharia” nasceu de uma parceria entre professoras, funcionárias e pesquisadoras da EESC, sendo contemplado no 4º edital SANTANDER/USP/FUSP de Fomento às Iniciativas de Cultura e Extensão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP (PRCEU). Realizada pela EESC, a atividade conta com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Sistemas Autônomos Cooperativos (InSAC).

Conheça no vídeo produzido pela EESC algumas participantes do Projeto e confira os depoimentos de docentes que acompanham de perto a atuação das alunas.

Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL/USP

 

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Página do Projeto no Facebook: https://www.facebook.com/elasnaengenharia/
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